Well... essa foto veio parar na minha apresentação meio por acaso... mas, como não acredito em acaso, acredito que algo fez com que ela aparecesse, entre mais de cem fotos num arquivo, identificadas por números, que vou aproveitar o ensejo para falar de algo muito interessante, entre tantas coisas suis generis que acontecem na minha vida...
Esse lindo que estou amassando é meu irmãozinho Eric... o caçula... que eu conheço desde o casamento da Luíza, no ano passado... ANO PASSADO? como assim?
É!... ano passado... eu sempre digo que quem escreve minha vida é o Gilberto Braga, em seus devaneiso de novela das oito... e o Eric, a Calu e a Luíza, somados aos respectivos cônjuges e sobrinhos são o maior presente que a Internet poderia ter me dado...
Com o advento do Orkut, pensei em criar uma comunidade "Filhos de Luiz Antonio", mas, como achei que demoraria a pegar, resolvi fazer uma busca por sobrenome, os Mainard com erro ortográfico (isso mesmo, até nisso o Luiz Antonio era diferente...), eis que surgem meus três irmãos, do terceiro casamento de meu pai... Carolina, a mais velha, Luíza, a do meio, e o Eric, cuja lembrança mais recente que tinha dele, era ensaiando os primeiros passos...
Um trio que a vida teimou em afastar... mas Deus quis juntar, nem que para isso fosse preciso usar internet... e, qual minha surpresa? Encontrei três amigos... entre si, mas de generosidade tamanha que me aceitaram em seu meio como se eu sempre estivesse lá... como sua irmã mais velha... sem cobranças... talvez até com um pouco de mágoa, mas passou rapidinho...
Foi engraçado o primeiro encontro... durante as conversas via orkut, nem msn tínhamos, fui convidada para o casamento da Luiza... que eu só saberia ser minha irmã, por estar vestida de noiva... (se eu tivesse caído no casamento errado, teria adotado outra pessoa... cruzes...) e... de repente... quando a noiva aparece, majestosa, na nave central, TCHARAMMMMMMMMM... foi incrível... uma emoção bárbara... ela era TÃO parecida comigo há alguns anos... a mesma testona, a mesma sobrancelha... o mesmo olho apertado... o mesmo nariz... só que vários anos mais moça... mesmo que nos encontrássemos em Papua Nova Guiné, saberíamos, de pronto, que somos irmãs... muito bom... e, pelo visto, ela sentiu o mesmo...
Durante a festa foi aquela situação meio incômoda... eu era a irmã mais velhya da noiva, mas, simplesmente, uma total estranha, fora do contexto, que não se sabe o que estava fazendo ali... mas o tempo foi passando, novas oportunidades foram surgindo e hoje, morro de orgulho desses três... pessoas de bem... de Deus... animados... unidos... bem humorados... guerreiros... pena que meu pai não foi inteligente o suficiente para enxergar a mulher que é a Lalinha... que é merecedora do mais profundo respeito e de toda a minha admiração... por outro lado, sorte dela! que encontrou o Carlão... outro ser iluminado... que adotou meus irmãos como seus filhos, é super presente, e completa, com perfeição, todo o cenário...
Resumo da ópera... um ano e meio de passou depois do primeiro encontro e, semana passada, estávamos eu e minhas duas irmãs no mesmo altar, abençoando a união do nosso irmãozinho com a Andressa, a bonequinha!
Sou muito grata a Deus por essa oportunidade... nunca achei muita graça em ser filha única... mas sinto muito por não ter partilhado mais tempo da minha vida com eles... tenho a impressão de que o fardo seria mais leve... enfim, ANTES TARDE DO QUE MAIS TARDE!
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
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